O que Portugal tem de bom?


Tem aquilo que todos nós sabemos e apreciamos, uma gastronomia divinal, uma excelente localização geográfica com uma costa fantástica de norte a sul, um clima maravilhoso que nos presenteia com um belíssimo sol grande parte do ano e tantas coisas mais. Portugal tem vários pontos onde se pode destacar, mas o grande valor do nosso país acresce com as pessoas. Não temos apenas o Cristiano Ronaldo ou o José Mourinho, temos um português capaz e determinado em fazer mais e melhor em qualquer ponto do nosso pequeno grande Portugal. E é neste aspecto que me quero focar.

Antigamente, ao falarmos de nós, passávamos por uma fase em que enaltecíamos a nossa bandeira, em que assumíamos o patriotismo e falávamos das nossas origens com total orgulho. Falávamos das viagens, das explorações e conquistas dos nossos antepassados e de repente, como se à realidade voltássemos, deixávamos esse tempo para trás com o devido marco que deixou na nossa História e assumíamos uma postura menos enérgica, menos entusiasmante e pensávamos, o que somos nós agora, como se nada de extraordinário tivéssemos a oferecer.

Parece-me que nos últimos anos essa visão de um português inseguro, carrancudo, que carrega com frequência um fardo negativo, em que o valor está sempre naquilo que os outros (lá fora) fazem e não no seu reconhecimento e orgulho pessoal, esse português, deixou também de existir. Largou a capa, perdeu-a por aí e reergueu-se. Começou a levantar a cabeça, a olhar de frente, a olhar para si, a gostar de si, a apreciar-se. Temos vindo a assistir a uma mudança social em que já importa lembrar e reconhecer a nossa importância, em que nos importa agora saber valorizar. E é aí que nos encontramos.

Ao longo do meu percurso profissional tenho vindo a lidar com pessoas com personalidades muito vincadas, com garra e sede de vencer, e é também esta atitude que me parece que venho encontrar dentro da Wingman. Uma vontade de criar valor e desenvolver competências para enfrentar desafios e gerar oportunidades. A Wingman trabalha com marcas bem posicionadas no mercado nacional e não só, e é nestas relações que cria condições de sucesso. Reconheço que de forma geral esta é uma postura que a cultura portuguesa começa a querer abraçar mas que, na ansiedade e correria do dia-a-dia e dos problemas pessoais da vida de cada um de nós, podemos por vezes esquecer. É importante lembrar, temos não só de nos valorizar enquanto pessoas e profissionais, mas temos também de incentivar ao crescimento daqueles que nos rodeiam. É preciso tomar consciência da nossa qualidade enquanto alavanca de crescimento deste pequeno país da Europa, Portugal.

Catarina Cerqueira, Account Manager

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