O potencial do ensino à distância.

De à uns anos para cá, escola e universidade que se preze disponibiliza ao alunos uma plataforma de ensino à distância via web. Estas plataformas, normalmente designadas pelo termo E-Learning,  permitem que os professores construam e submetam conteúdos sobre as matérias que lecionam permitindo aos alunos, que acedem a partir de qualquer lugar à plataforma, tirarem proveito dos materiais aí colocados que vão desde os objectivos para os próximos testes, apontamentos sobre as matérias, trabalhos e exercícios .

O acesso a este género de conteúdos pedagógicos tem tido um grande crescimento entre a comunidade estudantil a nível mundial, gerando inclusivé o aparecimento de outras plataformas complementares, criadas por estudantes e professores, que disponibilizam na web apontamentos e explicações sobre várias matérias. 

O caso da KhanAcademy é um dos mais emblemáticos e com um crescimento fantástico.

Formado em matemática, Salman Khan, professor de ciências da computação e engenharia no MIT, um dia a pedido de um familiar que morava longe, começou a gravar pequenos vídeos a dar explicações de matemática que depois colocava na web para o familiar aceder.

Devido ao sucesso da iniciativa, outros familiares e amigos procuraram a sua ajuda, e Khan passou a disponibilizar vários vídeos a explicar outras matérias num canal próprio no YouTube. 

Os vídeos tornaram-se de tal forma populares que o nº de pessoas que os visualizavam cresceu de tal maneira que Khan despediu-se e passou a dedicar-se a 100% ao projecto da Fundação Khan Academy.

Este tipo de plataformas faz muita falta ao universo empresarial e ainda são poucas as empresas que apostam no potencial deste tipo de ferramentas, que poderiam agilizar e potenciar o processo de formação continua dos seus colaboradores.

O segredo do sucesso destas plataformas está na correcta parametrização inicial, de acordo com a realidade de cada uma das instituições, mas fundamentalmente na colaboração e disponibilidade de quem gera e disponibiliza os conteúdos. Têm de ser interessantes, ricos e que tragam conhecimento efectivamente válido a quem os vai ler.

O ideal seria que, cada um dos que participa na criação dos conteúdos, tivessem um pouco de Khan em si.

Paulo Santos, Business Development Director

 

Comment