Olá, leitor. Depois de Wes Anderson, regresso para lhe falar de Terence Malick. Se já viu um filme deste realizador, então já saberá que é o tipo de obra à qual é impossível ficar indiferente: ou se acha intragável ou se adora.

Mas este não é um artigo de opinião: é de análise à identidade cinematográfica do realizador. Já reparou que em todos os filmes do Terence Malick  há fogo e água? Se não viu, poderá percebê-lo em pouco mais de um minuto. A natureza tem sido uma obcessão na obra do autor e é interessante notar que estes dois elementos, embora contrastantes, acabam por representar o mesmo papel: ambos são vida e forças de destruição, mas também de regeneração. E,tal como no artigo sobre o Wes Anderson, importa notar que, mais do que temáticas comuns a toda a obra e facilmente percetíveis, há inúmeros recursos estilísticos que compõem toda a identidade e que, por vezes, escapam à primeira vista. Mas estão lá.

P.S. Por acaso, em A Essência do Amor, o seu filme mais recente, não encontramos nem fogo nem água. Ignoremos esse fato. 

Celso Moura, Community Manager

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