Com licença que vem aí o Mundial


Todos os anos por volta de fevereiro de cada ano o mundo da publicidade, e não só, quase para para ver os vídeos que vão passar no Super Bowl, um frenesim de pesquisas na internet, de links partilhados e muitas críticas aos que são bons e os que não são bons.

No entanto, existem outros momentos que a mim me prendem ainda mais — os Mundiais de Futebol e os Jogos Olímpicos. isto é, de quatro em quatro anos, um destes eventos dá a possibilidade às grandes marcas de investirem na sua publicidade e criarem campanhas que lhes coloque nas bocas do mundo, pelo menos tanto quanto os atletas. Contudo, ao contrário do que possa parecer, as marcas mais faladas na altura destes eventos, são normalmente as que não são patrocinadores oficiais dos mesmos. E são estas que tenho mais curiosidade de ver.

Nos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 tive a oportunidade de ter acesso a uma série de estatísticas que demonstravam a relação entre o que as marcas patrocinadores dos JO eram faladas no mundo digital e as que não eram patrocinadores, mas que inteligentemente conseguiram criar campanhas muito boas. Escusado será dizer que as não patrocinadores esmagavam por completo as outras. Podem ver todos os anúncios aqui.

Porque será que isso acontece? Eu tenho uma explicação muito simples — budget. Patrocinar um evento destes deve ser algo para custar vários milhões de euros e isto deve depois reflectir-se no budget que existe para publicidade de qualidade e de grande exposição. As marcas não patrocinadoras conseguem, com esse budget ou muito menos, criar campanhas que realmente ficam na cabeça das pessoas e que elevam a marca a patamares de notoriedade maiores.

Deixo-vos um exemplo da Nike para os Jogos Olímpicos de Londres.

Por isso, vamos preparar o silêncio, vem aí o Mundial e muita coisa nova está para sair.

João Planche, Art Director

Comment