A cada dia que passa caminhamos cada vez mais para um mundo em que os objectos que usamos no dia a dia são mais e mais inteligentes: dos frigoríficos que alertam para a falta de leite no mesmo, a sensores de movimento que ligados ao sistema de ar condicionado conseguem alterar a temperatura de uma sala, tudo isto leva-nos num caminho há muito imaginado nos filmes de cinema - o alcance da Inteligência Artificial.

Hoje em dia, algo que há uns anos parecia apenas ficção científica, parece estar ao alcance de mais um par de anos: o dia em que nós humanos conseguimos criar uma máquina que consegue pensar por si mesma, aprender e evoluir. Isto, claro, levanta toda uma questão ética, preconizada nos filmes com grandes confrontos entre humanos e máquinas - as coisas normalmente não correm bem para nós.

Lembro-me de dois exemplos recentes que me levam a acreditar que alcançarmos a inteligência artificial está mesmo aí. O primeiro computador, de nome Watson, que conseguiu vencer o Jeopardy (o programa de perguntas e respostas no EUA). Este computador, sem saber de antemão quais eram as perguntas e quando questionado, conseguiu através de pesquisas automáticas, acertar em todas as perguntas que lhe foram colocadas.

O outro caso e este ainda mais recente, foi como não poderia deixar de ser, pela Google. O gigante americano, conseguiu criar um carro que se conduz sozinho. Com a maior das seguranças (ainda que a velocidades baixas), este carro conseguiu andar nas estradas americanas, sabia quando tinha de travar e parar, conseguiu perceber se existiam peões ou ciclistas e quando estes mudavam de direção.

Estaremos nós a caminhar para estradas ao nível de Minority Report?
Talvez seja esse o caminho, eu acredito que sim, se for com o objectivo de melhorar a segurança rodoviária e evitar os acidentes mortais que assolam o dia a dia de milhões de condutores.

E se esta IA se virar contra nós?
Se nos guiarmos pelos filmes de Hollywood, é certo que isso acontecerá. Casos como Exterminador Implacável, Matrix, entre outros, que certamente existem e me falha a memória, mostram-nos que estamos condenados a ser um obstáculo para as máquinas do Futuro. Mas por causa disso, não quer dizer que possamos ou devamos parar com a investigação: existe muita coisa a ganhar com este tipo de pesquisa, de aplicações tecnológicas a muitas outra científicas.

Uma coisa eu espero, ainda estar cá para ver quando chegarmos ao maior feito alguma vez alcançado pelos humanos.

João Planche, Art Director

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