Como prometido na semana passada, durante as próximas semanas, a equipa de UX vai apresentar-vos alguns dos princípios orientadores do seu trabalho. Se bem se lembram, na semana passada falámos da Lei de Hick. Esta semana falamos de um princípio fortemente relacionado com este - a Lei de Miller, a que eu gosto de chamar "lei fundamental da memória de curto prazo".

Eu chamo-lhe lei fundamental porque é um dos princípios mais fundamentais que explicam como funciona a nossa memória, e uma das explicações mais úteis para entendermos como é que funciona o nosso cérebro quando navegamos na internet.

George Miller enuncia que as pessoas processam 7 (+-2) items de informação de cada vez. Isto significa que a nossa memória de curto prazo comporta entre 5 e 9 items.

Miller escreveu um artigo em 1956, a que chamou The Magical Number Seven, Plus or Minus Two: Some Limits on our Capacity for Processing Information, onde apresentou pela primeira vez esta descoberta.

Normalmente, levamos este princípio à letra para limitar o número de items num menu, no entanto, segundo explica o guru da usabilidade, Jakob Nielsen, os limites impostos pela nossa fraca memória de curto prazo devem ser tidos em conta para definir que a navegação num site deve ser baseada no reconhecimento de elementos e não na sua memorização. O importante é nunca obrigar o utilizador a memorizar mais de 7 pedaços de informação. Uma boa experiência de utilização de um website é uma experiência que não obriga ao esforço da memória de curto prazo.

 

Maura Bouça, UX Designer

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