Bem-vindos a mais uma edição da série "os princípios pelos quais nos regemos", o conjunto de posts que vos apresenta as leis que guiam o trabalho de um designer de UX.

Desta vez, falo-vos da Lei de Zipf ou Lei do Menor Esforço. Esta lei afirma que o ser humano tem uma tendência natural para tentar obter o máximo resultado a partir de um esforço mínimo. Segundo Zipf, toda a existência é guiada por uma procura constante da solução que exige o mínimo de esforço (a solução percebida como mais fácil).

Este princípio aplica-se a vários domínios, incluindo o da interação com máquinas e sistemas. Neste contexto, ela afirma que as pessoas vão esforçar-se o mínimo possível para obter informação, mesmo que isso signifique obter menos ou pior informação. Ao mesmo tempo, quando é necessário escolher entre tarefas, a escolha vai recair sobre a tarefa que, aparentemente, exige menos esforço. 

O trabalho de um designer de UX é, portanto, minimizar o esforço exigido aos utilizadores para cumprirem uma tarefa mediada por um software. Este esforço pode ser físico - medido em número de cliques, inserir texto mais curto ou mais longo, etc. - e mental - procura de informação, memorização, etc. 

O adjetivo mais usado para descrever interfaces que conseguem atingir esse objetivo é "intuitivo". Ora, um sistema ou interface intuitivo não é mais que um sistema ou interface que exige ao seu utilizador mínimo de esforço possível. 

 

Maura Bouça, UX Designer

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