Os Princípios pelos quais nos regemos #6 - Findability


A primeira série de posts da Wingman está de volta depois de uma semana de pausa para dar espaço à outra série de posts da equipa de UX, Material Design - um Manifesto

Lembram-se dos livros "Onde está o Wally?".

Hoje trago-vos um princípio a que em Inglês se chama findability (os brasileiros traduzem o termo como encontrabilidade, mas eu não vou usar esta tradução).

Findability, como o nome indica, é a palavra que descreve o quão fácil é encontrar uma dada informação num site. Problemas de findability podem ser "simples" problemas de interface, ou problemas mais estruturais, ligados à arquitetura de informação do site. 

Provavelmente, conseguem lembrar-se de sites cujo conteúdo é tão difícil de descortinar que acabam por fazer pesquisas no Google por <aquilo que procuram><nome do site em que procuram>. Isto acontece quando um site tem um nível baixo de findability. Este princípio relaciona também usabilidade com SEO (Search Engine Optimization). Levando a noção de findability à escala 'Internet' (alargando a escala 'website' usada até aqui), um site usável tem, primeiro que tudo, que ser encontrado. Ora, um site só é encontrado quando está devidamente adaptado às regras dos motores de busca. 

O termo findability era mais popular no início dos anos 2000, altura que havia quem defendesse que usabilidade e findability eram conceitos paralelos. Entretanto, com a crescente preocupação com SEO, o princípio de que vos falo foi "engolido" pelo conceito de SEO e deixou de andar nas bocas do mundo. É uma pena, porque findability é um sub-set da usabilidade e, juntas, influenciam fortemente aquilo a que chamamos "experiência de utilização". Porque ninguém gosta, na internet, de passar muito tempo à procura do Wally...

 

Maura Bouça, UX Designer

 

 

 

 

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