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São boas notícias para os amantes de arte: o Museu do Louvre em Paris começou (finalmente) a restaurar algumas das partes interativas do seu website. A primeira a ser abrangida é uma das galerias multimédia, para quem quiser dar “a closer look” nas pinturas. 

Os antigos módulos, criados em meados do ano 2000, levaram a que a experiência do utilizador começasse a “cheirar a naftalina”: uma interface demasiado pequena para os ecrãs full HD, uma utilização fora de moda e tecnologia incompatível com os dispositivos móveis atuais.

Os conteúdos passaram a ser organizados com três objetivos principais: observar, compreender e comparar. Apesar disso, a abordagem mantém-se semelhante à versão antiga, combinando sequências narrativas didáticas com ferramentas de exploração das obras. Só que agora, a tecnologia permite-nos ver telas como nunca vimos antes. 

E naturalmente que a senhora mais famosa do museu foi a uma das primeiras a ter direito a uma operação plástica deste género: a Mona Lisa.

Na seção "Observar", graças a ferramentas de zoom, poderá apreciar as rugas na pintura da velha dama, ou descobrir no verso alguns segredos de restaurações anteriores. Também é nesta seção que poderá ter acesso a grande parte dos vídeos didáticos sobre a técnica usada.

A seção que oferece melhor experiência de visualização é a de “Comparar”, onde é possível ver a tela simultaneamente com infravermelhos, raios—X e ultravioletas. Para além disso, também é possível comparar em detalhe a pintura original e a cópia do Museu do Prado (com luz natural ou recorrendo a infravermelhos).

Depois de tantos anos, a tecnologia finalmente permitiu revelar alguns dos encantos dessa centenária senhora que até há pouco tempo não podiam ser vistos na pintura.

 

Didier Hochart, UX & Estratégia

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