Escrever para o online não é tarefa fácil. O trabalho rege-se por regras claras que permitem que o texto final tenha uma leitura rápida e, ao mesmo tempo, de grande riqueza e interesse para o leitor.

E a batalha é diária! Entre a nossa veia de escritor e o papel de editor... entre Dr. Jekyll e Mr. Hyde.

Por um lado, temos o orgulho de escritor. Saímos em defesa da língua portuguesa e cremos que todas as palavras que escrevemos são preciosas, toda a informação é da maior relevância para quem lê.

Por outro, temos que ser objetivos porque é isso que é esperado do nosso trabalho. Analisar friamente o artigo, pensar o que está a mais, o que está pouco claro, confuso mesmo e cortar sem misericórdia. Eis o editor.

“Matar o texto”, pensará Dr. Jekyll. “Libertá-lo de toda a fantasia e trazê-lo para o mundo real”, dirá Mr. Hyde.

No final, o público tem compaixão com Jekyll e até gostaria que ele vingasse. Mas é em Hyde que procura a ação e a antecipação de qual será o próximo passo.

Na obra do escocês Robert Louis Stevenson, Jekyll mata-se para que Hyde não prossiga. Mas na escrita online é o editor que permite que o escritor continue a trabalhar, porque se os artigos não forem interessantes e straight to the point ninguém irá ler o nosso trabalho, ninguém irá partilhá-lo ou fazer um bookmark. E sem leitores não há escritores.

Marlene Marques, Copywriter

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