No passado dia 28 de novembro, tivemos mais uma Black Friday. Sinónimo de descontos de fazer perder a cabeça (literalmente, nalguns casos), sucede ao Dia de Ação de Graças, que se celebra nos Estados Unidos, e que, nos últimos anos, se tornou moda também noutros pontos do globo, nomeadamente na Europa. Ora, isto foi pretexto para pesquisar a origem deste dia e perceber o significado de Black Friday (para além da tradução à letra, claro).

Os resultados foram, no mínimo, curiosos. Descobri, por exemplo, que o termo poderá ter tido origem na época da escravatura quando, no dia seguinte ao Thanksgiving, os comerciantes vendiam os escravos com um desconto.

Outra teoria, mais recente, foi atribuída à Polícia de Filadélfia que passou a chamar sexta-feira negra ao dia que sucedia a quinta-feira de graças. E porquê? Milhares de pessoas dos arredores afluíam à cidade em busca das promoções na abertura da época natalícia. Isto acabava por provocar um aumento do número de acidentes de viação, para além de inúmeros episódios de violência.

Mais uma explicação? Também se arranja e esta diretamente relacionada com os comerciantes. Conta o History Channel que este seria o único dia do ano em que oslojistas vendiam tanto que “went into black” (que é como quem diz, tinham lucro), ao invés dos restantes em que estavam constantemente “in the red” (expressão que significa “ter prejuízo”).

Um tanto ou quanto confusa com o resultado da pesquisa, fico a pensar que, de facto, a origem das fontes é fundamental para quem escreve. Longe vão os tempos em que o que a enciclopédia ditava era lei. Hoje, o difícil não é aceder à informação mas sim filtrá-la, selecioná-la e confirmá-la. Tudo em nome de um bom conteúdo. E “só” por causa disso vou pesquisar mais um pouco para ver se percebo porque é que aquela sexta-feira é, afinal, tão negra.

Filipa Picoto, Copywriter

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