Aplicação Inteligente? Já esteve mais longe!


E se um dia as aplicações com que interagimos diariamente começassem a transformar-se e a evoluir em função dos dados e informações que recolhem das nossas ações e interações dos nossos conteúdos? E se, com base nessa experiência, as aplicações aprendessem e se adaptassem a cada utilizador, otimizando a sua experiência, prevendo antecipadamente algumas das nossas necessidades e objetivos? 

Pode parecer um cenário futurista, no entanto está já presente no nosso quotidiano através de algoritmos de inteligência artificial que aprendem, evoluem e alteram o seu comportamento com base no consumo e interpretação de grandes massas de dados e conteúdos. Podemos experimentar esses algoritmos em funcionamento no Google Adsense e Facebook Ads, que apresentam anúncios contextuais com base no perfil e histórico de pesquisas. Assim como no sistema de recomendação de produtos da Amazon e do Netflix

Mas, e se esse tipo de algoritmos tivessem outras aplicações práticas, como por exemplo construir um website? 

Ainda em desenvolvimento, o The Grid promete websites inteligentes que se auto organizam e se adaptam aos conteúdos, com a capacidade de evoluir a sua forma e estrutura à medida que os conteúdos se transformam. Aguardamos pelo lançamento deste conceito disruptivo e também pela sua provável evolução: websites Inteligentes que se adaptem e evoluam para otimizar a experiência do utilizador em função das suas ações e interações. 

Isto não é um prenúncio de que os atuais intervenientes num projeto de UX, Design ou Desenvolvimento percam para a inteligência artificial, mas sim de que esses papéis possam transitar para uma expansão das competências inerentes às suas funções, e que os sistemas de inteligência artificial sejam uma ferramenta estratégica para essa expansão. 

Embora todos estes conceitos pareçam uma maravilha tecnológica, mantém-se a dúvida sobre se alguma vez um sistema de inteligência artificial poderá comunicar ou entender emocionalmente um ser humano de forma mais eficaz que outro ser humano. 

Provavelmente não, mas já esteve mais longe! 

Celso Lopes, UX Designer

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