A magia pode vir de onde menos se espera.


Enquanto continuamos obcecados com os pequenos e grandes ecrãs da nossa vida, surgem e massificam-se tecnologias com o poder de criar novos tipos de interação com objetos do nosso dia-a-dia.

Olhemos para um exemplo concreto. Para o lançamento do novo álbum do DJ QBert, foi criada uma capa de papel que permite controlar e criar música emitida por um smartphone (vídeo aqui). Parece magia não é? No entanto, o processo é simples. Com a ajuda de tinta condutiva e de uma placa muito pequena com ligação bluetooth, sempre que tocamos num dos diferentes pontos da capa, um sinal elétrico é criado, processado e emitido para o smartphone.

Esta tecnologia é apenas uma amostra de um leque de ferramentas cada vez mais diversificado, massificado e de baixo custo, à disposição de todos nós.  

É natural e legítimo que as marcas continuem a apostar em tecnologias de "encher o olho", mas existe aqui uma oportunidade crescente de surpreender audiências que não deve ser ignorada.

Termino com uma questão:

O que será mais mágico e memorável, uma grande produção de video mapping ou uma prateleira que, sem estarmos à espera, comunica connosco quando dela tiramos um livro?

Miguel Azevedo Coutinho, Strategy Trainee

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