Com a digitalização do sinal de televisão e a introdução de serviços interativos a televisão já não é um meio de entretenimento passivo - em que um espectador, qual vegetal, se senta no sofá e fica sem reação a seguir a programação e os conteúdos lineares que a caixa mágica tem para lhe oferecer. 

Os padrões de consumo televisivo são alterados e o espectador passa a ter um papel mais ativo face ao que está a ver e a tirar partido de uma verdadeira experiência interativa.

Rewind… o espectador poderia tirar partido de uma verdadeira experiência interativa se, realmente, lhe fosse oferecida a possibilidade de fazer mais do que forward ou rewind com o comando. É verdade que a Box que temos em casa nos oferece cada vez mais funcionalidades e serviços: desde interferir na ordem da programação, até rever os últimos golos do Benfica poucos minutos depois do jogo ter acabado ou ver se amanhã estará um bom dia de sol para passear. No entanto, segundo alguns autores esta experiência só será verdadeiramente interativa quando quando pudermos interferir com os conteúdos que estamos a ver e afetar o seu desfecho. 

É importante que os conteúdos digitais possam ser repensados e que evoluam no sentido de acompanhar e tirar partido do rápido crescimento destes sistemas tecnológicos.

Com isto em mente, a BBC lançou um novo conceito - o Taster - com o objetivo de testar as suas novas ideias para conteúdos digitais. As ideias desenvolvidas para o Our World War ou para o clássico Dr. Who dão-nos visibilidade sobre o potencial imersivo que poderá ter um crossover entre a interação online com alguns programas e séries, através do site da BBC, e a interferência real que essa ação pode ter no que vemos na televisão.

Convido-vos a espreitar o site para descobrir estas ideias e novidades (para TV e não só) que a BBC nos dá a provar.

Ana Pinho, UX Designer

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