Um Apple Watch cheio de questões


Como já é habitual o mundo da tecnologia (e desta vez também da moda) tem nos inundado com inúmeros artigos que tentam prever o grau de sucesso do novo aparelho da Apple. A poucas semanas de um dos lançamentos mais aguardados dos últimos anos, torna-se difícil navegar pela internet sem nos depararmos com aquilo que parecem ser múltiplas versões de dois tipos de artigo. 

Por um lado temos os que o classificam de flop, “The biggest fail of mankind”, por outro aqueles que o veem como o aparelho que fará explodir o mercado dos wearables, “Brought to you by the Californian Gods”. Se em ambos os casos são levantadas inúmeras questões, são poucos aqueles que tentam explora-las de uma forma mais estruturante.

Por aqui, a aposta recai sobre uma questão fundamental, que deve funcionar como ponto de partida na análise da plataforma: 

Como posso adaptar a minha estratégia digital a esta nova realidade?

Desta vez não bastará apostar num website responsive, ou numa aplicação recheada de funcionalidades. Em primeiro lugar, o Apple Watch não permite uma navegação em browser, em segundo lugar, o reduzido tamanho do ecrã vai exigir um novo nível de simplificação aquando da criação de aplicações. 

A resposta parece passar sobretudo pela aposta em notificações, o que (surpresa) levanta outro tipo de questões, nomeadamente: como não provocar um overload no utilizador, ou que tipo de informação é pertinente mostrar e em que contexto.

Mais apostas não faço, porque a única coisa da qual tenho a certeza é que dia 24 de Abril é o tiro de partida para tentarmos entender como funciona este aparelho, não em laboratório, mas no pulso dos utilizadores, onde realmente interessa.

 

Miguel Azevedo Coutinho, Strategy Trainee

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