Menos interface? Interface diferente.


No trend briefing de Maio de 2015 a Trendwatching.com destaca “NO INTERFACE” como tendência a observar.

ENQUADRAMENTO

Enquanto humanos, gostaríamos de conseguir viver de forma mais plena a nossa vida, mas — enquanto humanos de hoje — sentimos esta urgência por controlar a crescente corrente de informação que nos chega pela via digital. Vivemos viciados em informação prática, de negocio, social, biométrica...
A experiência humana de consumir informação digital é cada vez mais móvel e pode ser grosseiramente caracterizada por segurar um retângulo e olhar para baixo. Um padrão pouco natural, eficiente e satisfatório.
E consultamos o telefone em média 221 vezes por dia. E este padrão está a intensificar. E é crescente o número de insatisfeitos que acham que isto está a arruinar as nossas vidas.

COMO SE DEFINE ESTA TENDÊNCIA?

Em teoria, gostaríamos que as nossas interações com a tecnologia fossem tão humanas e naturais que dispensassem qualquer interface. Na realidade, estamos muito longe disso, mas existe um movimento de fundo em direção a padrões de interação cada vez mais naturais.
Isto significa:

  • interfaces menos baseados em olhar para o ecrã e crescentemente multimodais, possibilitados por soluções que integram reconhecimento de voz, gestos, toque e padrões visuais.

  • interfaces menos vocacionados para facilitar o acesso a tudo em qualquer momento, mas mais otimizados para oferecer aquilo que faz sentido para dada pessoa num momento / contexto específico.

Assim não estamos a falar de menos interface, mas de interfaces mais holísticos e cada vez mais parecidos connosco. Interfaces que funcionem como uma extensão dos nossos sentidos, que alarguem a nossa capacidade de sentir à camada de informação digital que passou a incorporar a nossa realidade.

NA PRÁTICA

Hoje, defende a Trendwatching.com, este movimento é possível porque tanto as pessoas como a tecnologia estão preparadas para tal.

Para exemplos, consulte o mais recente trend briefing.

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