Imagine que está no supermercado a fazer as suas compras: enquanto procura os seus iogurtes favoritos, o seu smartphone vibra e indica que uma marca concorrente tem produtos em promoção.

Os beacons são isto: dispositivos autónomos, que utilizam tecnologia sem fios - Bluetooth -, capazes de emitir sinais ou notificações para os smartphones e tablets que passam junto do seu “radar”.

Diferencia-se da tecnologia NFC (Near Field Communication - que permite, entre outras operações, realizar pagamentos de baixo valor, aproximando o cartão multibanco do terminal) pelo seu maior raio de alcance. 

Se, por agora, não encontramos estes objectos nos corredores dos supermercados em Portugal, não demorará muito mais tempo até que seja uma realidade. Trata-se de uma tecnologia que tem grande interesse para os espaços comerciais e que permite não só criar experiências mais personalizadas, como obter relatórios sobre fluxos e interacções entre os clientes e os produtos nos seus espaços de venda.

Mas existem muitas outras aplicações possíveis: por exemplo, no Château de Versailles, nos arredores de Paris, esta tecnologia é utilizada para geolocalizar e orientar os visitantes que se perdem nas inúmeras salas daquele espaço ou ainda para enviar informações contextualizadas.

Estes dispositivos estão ainda ao alcance de qualquer utilizador através de apps que permitem configurar e gerir todo o tipo de interacções

Por outro lado, os beacons transformam-se em perfeitos espiões na medida em que podem, de forma muito discreta, recolher dados pessoais. As instituições que regulamentam este tipo de aplicação estão, por isso, já no terreno a definir normas de utilização.

Didier Hochart, UX Designer

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