100 anos a tornar complexa a arte de simplificar


Ontem, estive com a equipa de UX de uma companhia aérea a trabalhar em torno de um aspeto particular do seu futuro website. Hoje, passarei o dia a facilitar testes com utilizadores para uma área estruturante para o negócio dessa mesma companhia. Amanhã, irei estar com uma equipa de webwriters a afinar conteúdos para um website corporativo de um dos maiores grupos portugueses. 

Antes de a semana terminar, terei ainda reunido com designers para validar a materialização visual dos interfaces da intranet de uma multinacional da área da distribuição alimentar, trabalhado com colegas da minha equipa de UX na especificação de interfaces da companhia aérea atrás mencionada e reunido com stakeholders da mesma empresa, para levantamento e validação de requisitos noutras áreas.

Se conseguiram chegar ao fim do parágrafo anterior, já terão entendido qual é o meu ponto: a vida de um operário do UX é cheia e variada. No mínimo!

E do alto dos meus quase 50 anos de idade, consigo recordar tempos mais simples em que éramos uma espécie de “gurus”, muito focados em alguns poucos aspectos de interface e de cujas opiniões os clientes bebiam como da Bíblia, com a fé que a ausência de conhecimento não lhes permitia transcender.

Aproveitando a 100ª edição da nossa querida newsletter, celebrada na semana passada, permito-me então olhar demoradamente para a linha do tempo desta profissão de especialistas-generalistas e constatar que está mesmo mais complexo simplificar a vida aos utilizadores.

Paulo Ramos, Lead UX Designer

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