“O conteúdo é rei!” ou “O conteúdo é tudo!”. Estas e outras frases são o “Pão nosso de cada dia” para quem, numa base diária, navega por sites relacionados com o universo digital. 

Eu, como profissional ligado ao webwriting, até concordo — em parte. E sublinho — em parte — porque o conteúdo é apenas uma porção de uma equação sustentada por outras áreas. Visíveis e invisíveis. Tentar perceber qual a mais importante, é o mesmo que assistir a uma luta de espadas entre crianças de 6 anos e anunciar um vencedor. Faz pouco sentido.

Mas sim, é importante. É vital. E tem regras. E nem todos as cumprem. Ainda que algumas transitem do manual jornalístico, outras há que são preocupações relativamente “recentes”. 

Por exemplo, ser direto, eficaz e eficiente a transmitir a informação: o webwriting deve transportar consigo estas qualidades. Mas até aqui nada de novo. O jornalismo, de existência secular, carrega, desde o seu nascimento, essas necessidades. 

Estando a trabalhar um tema específico, a contextualização é fulcral. Perceber quais os termos mais utilizados naquela temática é um ótimo ponto de partida. Serão, mais tarde, uma excelente ferramenta para o chamado SEO — Search Engine Optimization. Os motores de busca vão encontrar mais facilmente o texto. O Google, por exemplo, não irá esquecer-se de si. E o seu cliente irá agradecer.

Além disso, enriquece a capacidade de escrever sobre o assunto em causa e confere um maior à-vontade, tornando a prosa mais leve e fácil de ler. Temos, portanto, de conhecer em detalhe as tendências e gostos do nosso público-alvo.

Não se esqueçam: a Internet está repleta de conteúdo. Imenso, mesmo. Se formos chatos, quem nos lê sai da página, agarra no seu smartphone, envia uma mensagem pelo Whatsapp ou consulta o feed de notícias do Facebook. 

Depois, podemos fazer coisas ainda mais simples: colocar links — não exagerar, de forma a não retirar o foco no nosso texto — que ajudem os leitores a entenderem ainda mais sobre o conteúdo que estamos a produzir. Informação complementar, no fundo.

Escolher algumas palavras e frases chave para aplicarmos um negrito é, também, uma boa técnica, chamando a atenção do leitor para algo que queiramos destacar. Atenção: não fazer tudo ao mesmo tempo, ou seja, utilizar links com negritos. Graficamente, não é apelativo.

Última sugestão: mostrem o vosso conteúdo a alguém antes de o publicarem. Quem escreve pensa sempre que é o novo Fernando Pessoa. E não, não falo dos erros ortográficos ou de concordância. Falo, sim, no alcance que o artigo poderá (ou não) ter, ou até na deficiente transmissão da ideia. Pode acontecer, é normal.

Eu, por exemplo, estou fazer tudo mal: não irei mostrar este artigo a ninguém antes de ser publicado e não utilizei as técnicas que mencionei mais acima. E escrevi imenso.

Quis descontrair um pouco enquanto escrevia. Vocês entendem.

Ângelo Delgado, Copywriter

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