Até onde se vai ouvir este BABOOM?


Numa altura em que o Spotify já não vive sozinho na aldeia dos serviços de streaming de música, o aparecimento de um novo player neste mercado dificilmente será visto com “estrondo”. A vizinhança não é de trato fácil, entre maçãs saborosas e promessas de uma monarquia americana liderada por Rey Z, mas este BABOOM vem para lutar por um lugar de estacionamento ao sol, com a ferocidade invicta da cidade onde foi desenvolvido — o Porto. 

Desafiar as probabilidades nunca foi problema para o seu fundador, Kim Dotcom (que entretanto se afastou do projeto), e por isso o BABOOM aposta sobretudo em seduzir os artistas, que muitas vezes parecem ser os únicos a desconfiar e criticar os serviços existentes.

O BABOOM promete entregar 90% das receitas aos artistas, introduzindo o conceito de “Fair Trade” no mundo do streaming. Como um albergue para artistas revoltados contra os serviços existentes, o BABOOM também fornece uma loja onde os sonoros criadores podem vender os seus trabalhos, bilhetes para espetáculos, etc. Encurtar distâncias parece ser a palavra de ordem, aproximando artistas e público, em suma, criando um mundo melhor para ouvintes, músicos e, claro, para Taylor Swift. Desejando os maiores sucessos aos nossos compatriotas (sim, isso ainda conta), aguardamos os próximos episódios da viagem deste barco rabelo que navega num rio cada vez mais agitado.

Jorge Simões, Copywriter

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