Não mexam nos 140 caracteres!


Este é um dos temas do momento: o limite de 140 caracteres existente no Twitter pode ter os dias contados. A empresa estuda a possibilidade de aumentar esse mesmo limite para… 10 000 e prevê-se que esta medida seja uma realidade ainda nos primeiros quatro meses de 2016. 

Bem, não sou daqueles que lança imediatamente a bomba atómica, dizendo que o que estava feito era bom e, por isso, não necessitava de alterações. Por norma, deixo a coisa fluir. O tempo passa, e alguns meses ou até anos depois, os balanços fazem-se. E é aí, já com um período de maturação mais alargado, que devemos fazer uma análise profunda dos resultados: se funcionou ou não.

Mas perdoem-me — pelo menos hoje. Desta vez vou dizer já porque não reagi bem à notícia.

É simples: não sou um tipo que tweeta, nem é por aí. Mas sigo imensa gente nesta rede social. É aqui que, muitas vezes, sei o que se passa no mundo, seja numa perspetiva individual ou conjuntural. Personalidades do desporto, cinema, ciência ou política, órgãos de comunicação social e empresas de referência. Em poucos caracteres — 140 no máximo — consigo meter-me em tudo o que se passa ao meu lado ou na distante Austrália.

Sem lençóis de texto. Sem rodeios. Com o que interessa saber. Com o que é importante. O meu medo é que deixe de ser assim, que se transforme em algo sem interesse. Talvez — mas só talvez — até se torne em algo mais capaz. Mas, por agora, não consigo olhar para um Twitter melhor, apresentando 10 000 caracteres como limite.

Aguardarei, de forma paciente, pelas próximas notícias.

Ângelo Delgado, Copywriter

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