É divertida a ideia de que, sem usar jóias, trago comigo algo raro e precioso e que isso está escondido abaixo da camada de interface de um objeto tão comum. O meu smartphone é precioso: lá dentro, no meio de milhões de circuitos, há metais raros.

E não é só o meu smartphone, são todos os smartphones do mundo.

E todos os tablets também. E os computadores, e as máquinas fotográficas, as consolas de jogos, os drones, os automóveis, as máquinas de lavar roupa... um infindável número de coisas que fazem parte do nosso dia a dia! Tudo a contribuir para uma procura voraz e exponencialmente crescente de recursos extremamente exíguos.

Como tudo o que é raro, finito e muito desejado, estes metais estão no centro de interesses conflituantes. Inevitavelmente, há injustiça, sofrimento e até morte nesta história. Há guerras de verdade a acontecer na cadeia de fornecimento das mesmas tecnologias que nos prometem fazer parte de algo melhor.

É algo que merece atenção e é por isso que vos proponho a leitura deste artigo premiado de Nick Heath, repórter chefe da TechRepublic.

Paulo Ramos, Lead UX Designer

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