Hoje, já se sabe que o Mourinho não vem treinar o Benfica — pelo menos, por agora. Mas, há umas semanas, esta “notícia” inspirou alguns posts e vários tweets, aparentemente, com uma fonte inquestionável: um artigo de jornal. Só não repararam foi na data...

Podia ser tudo mais simples se as notícias, e muitos outros conteúdos partilhados na internet, tivessem um rótulo com uma data de validade em destaque, como o mais comum dos iogurtes. Assim, impedia que — sem querer ou propositadamente — as pessoas fossem ao frigorífico buscar temas, que lá estão bem preservados, para voltar a colocá-los numa ementa de atualidade, propagada pelos meios online.

O que acontece na internet fica na internet, isso já não é novidade. Mas nem sempre estamos prevenidos para fenómenos como este! Bons são os casos em que situações assim ainda nos valem algumas gargalhadas. Maus são aqueles em que o tema não é tão leve e pode causar alguns transtornos.

Por isso, pelo sim, pelo não, o melhor mesmo é consultar sempre a data de publicação, que não sendo de validade, sempre nos ajuda a perceber o seu contexto. Assim, não corre o risco de ler uma newsletter de há 3 anos e pensar que o Jon Snow de Game of Thrones ainda está vivo!

Isto do tempo e da efemeridade — ou a falta dela — já nos tem levado a outros temas de relevância, como o sucesso do Snapchat, a memória do Timehop ou a data de expiração dos posts de Facebook. Mas deixemos estes assuntos para outro dia, aproveitando que ainda estão longe de desaparecer porque, afinal, online pouco ou nada caduca...

Cláudia Costa, Social Media Manager

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