Comunicar remotamente com som e imagem, como na série Cosmos 1999, é hoje o nosso dia a dia. Os carros sem condutores fazem parte das fantasias da literatura de ficção científica: a Google, entre outros, já estão a trabalhar nisso.

Vaticínio ou influência? É difícil dizer. Existe um outro caso pouco conhecido, mas emblemático, que é o Memex.

O Memex — Memory Extender — é um dispositivo eletromecânico imaginado e descrito por Vannevar Bush no artigo “As we may think” publicado na revista científica “The Atlantic Monthly”, em 1945.

Neste período pós-guerra, a ideia de Vannevar Bush era de que a ciência deveria trabalhar no melhoramento do acesso universal ao conhecimento.

Bush descreve o Memex como sendo uma máquina em forma de secretária, ligada a uma biblioteca, capaz de reproduzir páginas de livros e projetar filmes. O Memex conseguia ainda criar ligações entre as informações e armazenar dados em microfilmes a partir de um ecrã tatil.

Em suma, são os fundamentos do hipertexto e do computador pessoal atual que são abordados neste artigo. O dispositivo nunca chegou a existir, mas um engenheiro, Trevor F. Smith, tentou reproduzir o que teria sido um Memex, na base das informações disponíveis.

Didier Hochart, Senior UX Designer

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