Disruptivo e relevante, este é um conceito que ainda há cerca de uma década parecia saído de um filme de ficção científica, no entanto é já uma realidade em várias cidades pelo mundo fora. Quer na Europa, Ásia ou América, encontramos exemplos de Cidades Inteligentes, essencialmente ao nível da gestão urbana, mobilidade e até mesmo no turismo. 

Atualmente, o número de habitantes em ambientes urbanos chega aos 54% da população mundial. A interação e cruzamento de dados com objetos do dia-a-dia como telemóveis, automóveis, parquímetros ou semáforos permite, através da leitura e análise dos mesmos, a capacidade de gerir de forma eficaz recursos que não só facilitam como rentabilizam o nosso tempo e a nossa qualidade de vida.

Temos como exemplo o Mónaco, no sul de França, com 38.000 habitantes em 2 km², é o segundo menor país do mundo. Essencialmente urbano, destino de luxo para ricos e famosos mas também caracterizado pelas suas estradas íngremes, literalmente curva contra curva. Por forma a gerir o trânsito e identificar situações anómalas foi desenvolvida uma plataforma digital e uma rede de câmaras que permitem a ligação entre habitantes e o poder local. Esta aplicação permite dar a conhecer trajetos de camiões do lixo e redirecionar o tráfego para caminhos alternativos, ao mesmo tempo que qualquer cidadão pode, através do seu telemóvel, alertar para eventuais falhas de serviço, evitando assim congestionamentos e acelerando processos de reparação. 

York, na Inglaterra, utiliza a Internet of Things (IoT) para gerir o grande fluxo de turistas que recebe – 7 milhões face a uma população de cerca de 200 mil habitantes. Neste caso a cidade desenvolveu uma aplicação móvel que identifica a localização dos turistas que efetuaram a sua instalação e oferece descontos em locais de interesse com menos fluxo de visitantes, evitando assim uma elevada afluência a determinados pontos em detrimento de outros.

Nos Estados Unidos, em alguns locais de Nova Iorque, os postes de luz estão equipados de sensores capazes de identificar um incêndio e acionar os bombeiros automaticamente e Los Angeles utiliza câmaras e sensores para ajustar o tempo dos semáforos às necessidades do trânsito em tempo real. 

Singapura está na vanguarda no sistema das Cidades Inteligentes com a implementação de um mecanismo integrado capaz de controlar situações de limpeza de vias públicas, localização de todos os veículos registados no país, situações de inundações, redirecionamento de transportes públicos para pontos com maior fluxo de pessoas e acompanhamento de idosos em estabelecimentos públicos, com notificação em real time do estado de saúde dos mesmos aos seus familiares.

Estes são apenas alguns exemplos de como a IoT já faz parte da vida de muitas cidades e como a tecnologia integrada e o cruzamento de dados pode ajudar a administração pública a resolver algumas situações ao nível da gestão operacional dos centros urbanos. No entanto, não nos podemos esquecer que este conceito também se aplica ao nível da monitorização da qualidade do ambiente, monitorização do consumo de energia  — nomeadamente na iluminação pública inteligente —, segurança, prevenção e preparação para catástrofes meteorológicas, entre outras.

Estou rendida à IoT, e às suas capacidades. Acredito e estou agradecida pelo facto de viver numa época que nos proporciona uma vida com este potencial de desenvolvimento e garantia de segurança... ☺

Até Breve,

Verónica Sousa, Partnership Manager

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