No sábado passado, estreou em Portugal o documentário “Lo and Behold, Reveries of the Connected World”. O filme de Werner Herzog chegou ao nosso país no âmbito do DocLisboa e foi recebido por uma sala praticamente cheia da Culturgest.  

Ao longo de dez capítulos somos bombardeados com informação que balança entre o demasiado técnico e o brutalmente emocional. Num minuto é-nos explicado o funcionamento da “memória” dos carros do futuro — que não precisam de condutor e que têm como objetivo primário evitar a colisão —; no seguinte, ficamos sensibilizados com o modo como a morte acidental de uma jovem circula, cruelmente, pela internet. 

Os testemunhos de experts vão-se seguindo. Fala-se de segurança, de Inteligência Artificial, de robots que daqui a umas décadas vão ser melhores jogadores de futebol que o Ronaldo, de habitar Marte e da neurociência que, um dia destes, nos põe a todos a comunicar por telepatia. 
Os prós, os contras e os segredos desta conectividade que, subtilmente, nos domina mas que também nos prolonga a vida, nos traz qualidade e nos facilita o quotidiano. Só não sabemos é até quando...

Um documentário brilhante. No DocLisboa já não o vai conseguir ver mas pode sempre procurá-lo na Internet. 

Filipa Picoto, Redatora

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