Com o público mais jovem a perder o interesse em (quase) tudo o que seja estático, os vídeos em 360º são uma opção interessante para quem procura diversificar o conteúdo e torná-lo mais apelativo. As fotografias em 360º têm vindo a ser utilizadas há já algum tempo e, recorrendo a um smartphone, são relativamente simples de criar. No entanto, os vídeos em 360º são um pouco mais complicados de dominar e requerem um pouco mais de astúcia. E, com muitas marcas ainda a lutar para integrar o uso regular de vídeos nas suas estratégias, são poucas as que já estão a utilizar este formato. No entanto, a utilização deste tipo de conteúdo parece-me cada vez mais inevitável e, por isso, será interessante ter uma noção do que tem resultado. De entre as marcas que já tiveram a oportunidade de utilizar os vídeos em 360º, há 3 tipologias que têm sobressaído:

  • a imersividade (ex: Mercedes)

  • a descoberta (ex: Asda)

  • o incrível (ex: FIA Formula E Championship)

(Para o caso de estar a gostar de ver estes vídeos, aproveite para chilar com a Bjork, para entrar num jogo de Pacman ou tentar sobreviver ao ataque de um urso.)

Ok, isto é muito giro, mas o que fazer agora? Como começar a produzir um vídeo em 360º assim que acabar de ler este artigo?

Não precisa de ter uma máquina topo de gama. Claro que é sempre preferível ter a melhor imagem possível, mas há no mercado máquinas com valores bastante acessíveis e a verdade é que a produção não precisa de ser perfeita, já que os espectadores são mais indulgentes em relação à qualidade de imagem do vídeo interativo e acabam por valorizar sobretudo a experiência. Mas não se esqueça que, na hora de rodar um vídeo em 360º, há muitos aspetos a ter em conta. Por exemplo, o posicionamento estratégico da câmara, caso não queira correr o risco de surgir nas imagens, ou a necessidade de evitar movimentos repentinos com a câmara, que dificultam o processo de edição final. 

Celso Moura, Copywriter

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