Abomino filas na caixa: são minutos de vida mal gastos, um desperdício de tempo e energia que frequentemente me esgota a boa disposição. A boa notícia é que há quem esteja a tratar do problema.

Esta semana abriu a Amazon Go, um novo modelo de supermercado que resolve a pior parte da experiência de loja — a passagem pela caixa. “No cashiers, no registers, and no lines” é a promessa deste verdadeiro supermercado do futuro. No cerne da experiência está a App com o mesmo nome.

O que isto significa para o sector?

É de registar que tendo o comércio online nascido em oposição ao comércio tradicional, seja hoje a marca por excelência do primeiro a trazer a solução a um dos maiores desafios que se colocam ao segundo. Faz lembrar uma história da bíblia onde o filho pródigo regressa a casa do pai: só que nesta história, o filho não vem humilde e vencido pela vida pedir perdão e guarida — vem com um grande impulso, desinstalar o pai e ocupar-lhe a casa. De facto, tudo leva a crer que a empresa liderada pelo carismático Jeff Bezos tem um plano estratégico para estender o domínio ao mundo real, onde decerto não foi inocente a extensão da oferta a produtos frescos via Amazon fresh e que já inclui: ·

Stress-test para profissões e modos de vida

É sabido que muitas ocupações e profissões têm os dias contados. Mais exatamente as que podem ser substituídas por processos automáticos e autosserviço sem penalizar ou até melhorando a experiência do cliente. É como olhar ao longe para uma vaga em formação: sabemos que ela vai chegar e de nada serve discutir ou enterrar a cabeça na areia — o tempo será sempre melhor aproveitado para nos pormos a jeito de não sermos por ela levados, mas no seu impulso navegar.

Para quando?

Por enquanto em fase de teste, e por isso apenas acessível aos colaboradores da empresa, a primeira loja Amazon Go abrirá ao público em 2017 na baixa de Seatle, EUA.

A experiência de loja pode ser antecipada, passo-a-passo, neste artigo da Business Insider.

 

Paulo Ramos, Digital Strategy & UX Design

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