Podcast Killed The Radio Star?


Antigamente para ganhar espaço nas ondas hertzianas, quem almejasse ter o seu próprio programa de rádio teria que:

1.    Ter formação em jornalismo radiofónico;
2.    Ter uma voz que lembrasse um qualquer anúncio da Colgate;
3.    Ter um certo savoir faire, aka conhecer a pessoa certa no lugar certo.

Em 2003, tudo isso mudou. Com o aparecimento da Radio Open Source — hoje o mais antigo e ainda ativo podcast — e, posteriormente, o desenvolvimento de sistemas como o iPod e o iTunes, o podcasting tornou-se numa nova atividade e tem vindo a crescer desde aí.

Fun facts:

Esta semana, em mais uma sessão das Tardes Wingman, a autora do podcast Marta On The Move revelava o segredo para quem quer começar o seu próprio canal: dois microfones e um tema com o qual nos identificamos... ah, e saber lidar com o ouvir a nossa própria voz!

Talvez pela simplicidade de criação, hoje já estamos a falar de cerca de 60 mil podcasts ativos no iTunes (2015). E se há oferta é porque há procura!

Mas nem todos os podcasts chegam ao estrelato e, claro está, ajuda sempre ter um nome já criado na praça.

Por cá, os comediantes são os que parecem reunir mais followers. Rui Unas, com o seu Maluco Beleza, Uma Nêspera no Cu, de Nuno Markl, Bruno Nogueira e Filipe Melo, ou o Rebenta a Bolha com César Mourão são apenas alguns exemplos disso mesmo e que prevalecem no top de podcasts do iTunes.

A nível internacional são os canais noticiosos que dominam esse mesmo ranking: BBC, CNET.com e CNN.

Mas que futuro para o podcast? A liberdade e a autonomia que o formato oferece leva a crer que veio para ficar. Mas se o sucesso é apenas momentâneo, essa ainda é a grande dúvida.

Por agora, as rádios aprenderam a lidar com ele, numa espécie de “se não podes vencê-los, junta-te a eles”. Aplicações como o Spotify introduziram o seu leque de ofertas e o iTunes continua a ser a plataforma de excelência para ouvir.

Com o desenvolvimento dos smartphones, da internet cada vez mais rápida e dos novos sistemas de conetividade dos automóveis, talvez seja seguro dizer que ainda vamos ouvir falar muito de e através de podcast.

Marlene Marques, Copywriter

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