O manual veio para ficar — reflexão sobre lettering, tipografia e caligrafia


Vivemos num mundo cada vez mais ligado à imagem e, com isto, tenho percebido que existe um aumento significativo de clientes que já não se satisfaz com os bancos de imagens para representar a sua marca, sob o risco de ter algo igual numa outra qualquer parte do globo.

Apesar deste texto falar da letra em si, é fácil fazer a ligação da imagem com a escrita: o que acabei de dizer para a imagem também está a acontecer com o texto, influenciando toda a composição final.

Vários designers já se deparam com clientes que lhes pedem para não usarem fontes demasiado vistas, por muito boas – formalmente – que sejam. Isto porque provavelmente contribuem para um design menos íntimo e autêntico ou demasiado literal. Em algumas dessas ocasiões, é-nos mesmo pedido para criar uma fonte para alcançar determinado objetivo. Isto acontece, não por existir falta de tipos de letra para o resultado que se pretende, mas para obter uma clara diferenciação no mercado

Tal como não queremos correr o risco de ter no nosso site uma imagem igual à da nossa concorrência (é um dos riscos de usar bancos), também não queremos que a expressão textual da composição seja a mesma.

Uma das soluções é mesmo… criar. Fazer algo novo. E é algo que tem surgido exponencialmente na área do design: seja com tipografia, lettering ou caligrafia, pôr as “mãos na massa” veio para ficar! Nos últimos anos, numa era em que o digital domina, têm surgido grandes calígrafos, mestres do lettering e excelentes tipógrafos.

Do papel e da tinta, estas técnicas migraram para os ecrãs, aproveitando o bom dos dois mundos. Por exemplo, no Instagram, podemos ver jovens que começaram e nunca mais pararam, fazendo da beleza – e partilha – da escrita a sua profissão.

Um conselho para os curiosos: façam cursos, frequentem workshops.

Já agora, podem passar pelo Behance e ver a minha primeira experiência neste campo.

Convido-vos a visitarem também o site e a app Calligraphy Practice, de João Brandão, professor e calígrafo que lecionou o curso que fiz, onde podemos ir desenvolvendo e treinando a nossa caligrafia no meio digital!

Deixo ainda mais alguns artistas e/ou designers para seguir: Philippe Apeloig, Laura Hooper, Seb Lester, Matthew Tapia, Nicole Arnett Philips  e Ruben Dias.

Maria Mano, Junior Visual Designer

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