Entramos, escolhemos o que queremos e pagamos. Se não estivermos satisfeitos, devolvemos. Este podia ser o princípio de um artigo sobre a experiência de compra na Zara, não fosse sobre notícias!

Por um lado, discute-se o futuro da imprensa escrita. Por outro, o facto de as pessoas quererem ter mais controlo sobre os meios que consomem, sem publicidade à mistura. E eis que uma startup holandesa resolve a equação com uma solução digital — a Blendle.

Há quem lhe chame o Netflix, o Spotify ou o iTunes do jornalismo. 

Analogias à parte, no final, a Blendle quer afirmar-se como uma plataforma que permite aos seus utilizadores comprar as notícias que querem ler — uma a uma, entenda-se — ou publicações completas. 

Tudo isto, sem obrigar a fidelizações, as famosas assinaturas. Sem publicidade, seja esta mais explícita ou editorial. Mas com sugestões de “amigos” e direito a pedir reembolso, se não gostarem do que leram. 

Fundada em 2013, tem 650 mil utilizadores na Holanda e Alemanha. Prepara-se, agora, para replicar estes bons resultados nos Estados Unidos.  Por enquanto, só um teste com um grupo restrito de utilizadores já que o desafio é diferente neste mercado, pois continuam a existir muitas — e boas — fontes de informação gratuitas.

Uma realidade que não nos é de todo indiferente, se pensarmos no nosso Observador... Mas não falemos já nisso, visto que ainda vamos continuar em “beta” por mais algum tempo. Sem data prevista de lançamento para Portugal!

Cláudia Costa, Social Media Manager

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