Designers: que papel no futuro?


Deparei-me esta semana, durante um internet zapping, com o artigo The Most Important Design Jobs Of The Future, publicado no início deste ano e que contém previsões do papel que os designers poderão desempenhar no futuro.

O artigo, publicado na FastCoDesign, tem o contributo de designers da Google, Microsoft, Autodesk, Ideo, Artefact, entre outros e enumera 18 novos papéis que resultam de uma interseção cada vez mais evidente entre design, ciência e tecnologia.

São referidos funções super interessantes como Augmented Reality Designer, Chief Drone Experience Designer, Cybernetic Director, Embodied Interactions Designer, Fusionist, Intelligent System Designer, Machine-Learning Designer... apenas para nomear alguns.

Na minha perspetiva de UX Designer, penso ser especialmente interessante a nomeação do Rob Girling, da Artefact, o SIM Designer que reúne dados de clientes, modelos comportamentais e estatísticos para desenhar simulações de clientes que podem ser usados para ajudar a prever o seu comportamento, correndo várias simulações que permitem testar o desempenho de determinado produto por utilizadores SIM artificiais. Mas tal como Rob Girling, penso que este tipo de simulações dificilmente substituirá os utilizadores reais. 

Concordo quando afirmam que o design alcançou uma maturidade em que é entendido, não apenas como o esforço para resolver questões visuais e de estilo, mas fundamentalmente como encarregado de solucionar problemas sociais e tecnológicos complexos. No entanto, mantenho algumas reservas quando afirmam que os designers gráficos de ontem são os UX designers de hoje: penso que a afirmação é genérica e não se adequa à atual realidade.

O artigo merece a leitura dos insights sobre novas oportunidades de design que acompanham o desenvolvimento da ciência e tecnologia.

Celso Lopes, UX Designer

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