Não há uma fórmula única para o sucesso. Acredito que somos todos diferentes e todos temos um enorme potencial para vingar. Mas existem certos parâmetros a ter em conta e que nos podem dar uma ajudinha!

No outro dia deparei-me com um artigo na Forbes — well, já tem alguns meses — interessante para quem gosta de estar a par do mundo empresarial.

Coisas que destaco:

1)    Ênfase nas pessoas e na ligação entre elas

É de salientar que estamos numa Economia de Conexões, onde se gera valor na criação de relações (vendedor/comprador ou consumidor/conteúdo).

Vejamos alguns casos de sucesso:

    – Uber (empresa de transportes em que nenhum veículo lhes pertence realmente, preocupando-se, sim, com a relação condutor/passageiro);

    – AirBnB (fornece alojamento sem possuir algum);

    – Facebook (empresa de media que não produz conteúdo);

    – Negócios de crowdfunding (não têm recursos para investir).

O segredo passa, então, em construir comunidades! Em expor uma ideia para ser partilhada por todos e que ultrapasse o momento da venda de um produto ou serviço.

2)    Parar de reclamar e começar a incluir os Millennials

Vão surgir como o maior segmento de clientes e funcionários. São descritos como pessoas que querem trabalhar numa empresa da qual se orgulhem, que gostam de marcas e que olhem para os seus interesses e preocupações. São indivíduos que têm bastante aspirações para além das skills atuais, que gostam de ser “entretidos” e desafiados. Querem ver claramente o seu papel e a sua evolução nas organizações.

3)    Investir em Mentoring e Engagement 

É fácil negligenciar o desenvolvimento e a formação continua dos colaboradores. Mas este artigo vem alertar as empresas: devem preocupar-se em utilizar os recursos técnicos e tecnológicos, independentemente da localização da empresa e do colaborador, para orientar e melhorar as competências deste. Isto implicará muitas vezes quebrar com o modelo tradicional de negócio. 

4)    Basear a liderança nos pontos fortes

Anteriormente, as abordagens incidiam em perceber as dificuldades e ajudar os funcionários a ultrapassá-las. Neste momento, estamos a observar um crescimento da liderança que olha para os pontos fortes e os enaltece. (para este ponto, a minha regra pessoal é de “para cada coisa negativa que dizes a alguém, tenta dizer-lhe duas coisas positivas”).

O exemplo o artigo para este ponto é claro e interessante, e eu percebo-o melhor que ninguém: com abordagens anteriores, para alguém introvertido, diriam: “tens de sair mais, interagir”. Esta nova abordagem, coloca-nos a pensar na unicidade da pessoa, a perceber os seus pontos fortes. Por exemplo: os introvertidos costumam ser ótimos a aprofundar relações 1 para 1. É aí que deve estar o foco dessa pessoa em vez de colocá-la a gerir uma comunidade inteira.

5)    Empresas criativas vão introduzir jogos e entretenimento para conseguirem um maior envolvimento

Ao que parece, a nossa capacidade de atenção caiu, desde 2000, de 12 para 8 segundos. Um goldfish consegue chegar aos… 9 segundos. Ora bem, uma das maneiras de conseguir captar a atenção por mais tempo ou com maior qualidade é por gamification, ou seja, criar atividades divertidas e envolventes! Por vezes a solução passa simplesmente por tornar algo divertido.

Estas são algumas dicas para impulsionar a empresa onde estamos ou aquele projeto que tem estado na gaveta!

Maria Mano, Junior Visual Designer

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