O Custo da Influência Digital


As agulhas dos marketeers e das agências de publicidade há muito que estão apontadas para os meios online. Mas de há alguns anos para cá uma nova classe surgiu e hoje são já contemplados em qualquer bom plano de comunicação: os influenciadores.

Estamos a falar de homens e mulheres, de várias idades, que possuem uma larga base de seguidores nas redes sociais e que se tornaram num veículo interessante — e importante — para passar uma mensagem sobre um qualquer produto ou marca.

A ideia está fundamentada: pegar num líder dentro de uma determinada área ou nicho para falar, rever ou promover um produto. Afinal, o público identifica-se melhor com essa pessoa, cujo o trabalho ou atividade social acompanha e gosta, do que com uma marca.

Mas, se no início deste “movimento” (sim, vamos chamar-lhe assim) estes bloggers/vlogers/vedetas sociais trocavam as menções por produtos, há muito que estes foram substituídos por euros... sim, muitos e muitos euros.

Um artigo no blog, um post no Facebook, uma imagem no Instagram ou uma mensagem no Twitter são agora pagos à unidade. E bem pagos. Já para não falar dos vídeos do Youtube, aparentemente a verdadeira galinha dos ovos de ouro da influência social.

Vejamos alguns exemplos lá fora. A princesa da beleza Michelle Phan encaixa 3 milhões de dólares/ano, enquanto Felix Kjellberg, também conhecido como PewDiePie, será o youtuber mais bem pago do momento: 12 milhões de dólares/ano (!!). Enfim, ele tem cerca de 45 milhões de subscritores no seu canal — mais de 4 vezes a população portuguesa —, como conta a Forbes num trabalho publicado no final de 2015.

Já este ano, Amber Discko, fundadora do Femsplain, criou uma página crowd-sourcedWho Pays Influencers? — onde anónimos testemunham quanto já receberam por parte de grandes empresas pelo seu trabalho de influenciadores. Não deixa de ser um apanhado curioso.

Onde é que isto vai chegar? Ninguém sabe.

Há quem advogue que os loucos preços praticados e a incerteza em relação ao ROI (Return On Investment) efetivo numa campanha desta natureza poderá fazer desaparecer muitos dos influenciadores (e cada vez são mais) do mercado.

A verdade é que o poder destes fenómenos do digital é muitas vezes superior ao de um simples anúncio num banner e quando temos relatórios a apresentar ganhos de 9 sobre cada 1 dólar investido, a tentação é grande para querer fazer parte do “movimento”.

Marlene Marques, Copywriter

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