Para os mais desligados do mundo, os Jogos Olímpicos de 2016 estão oficialmente terminados. A aldeia olímpica fechou as portas e os atletas voltaram às suas casas para mais quatro anos a sonhar com a medalha que os vai levar ao pódio. E nós a sonhar com eles: quem será a próxima Simone Biles ou o próximo Michael Phelps? 

Vamos ser honestos: quatro anos é muito tempo. Os rapazes e raparigas que hoje têm 10 terão 14 — ou seja, idade suficiente para ser campeões olímpicos na sua modalidade (pelo menos na teoria). Conseguem imaginar o entusiasmo destes miúdos?

Para vos explicar porque é que acho que ainda consigo ser uma atleta olímpica, preciso de fazer o #tbt mais rápido da história. E tudo graças à campanha divulgada pela Nike na abertura dos Jogos Olímpicos, que me fez acreditar que ainda vou a tempo de calçar uns ténis e fazer qualquer coisa de extraordinário no mundo do desporto. Ainda posso ser tenista, ginasta ou uma nadadora tão extraordinária como Fu Yunhui, que deu uma grande lição à China de “take a chill pill” e que personificou o lema desta campanha: “Unlimited You”.

É disto que os Jogos Olímpicos são feitos, não é? De sonhos, de grandes expectativas e de um toque de magia. Sim, porque há coisas que aquelas pessoas fazem que eu nem conseguia imaginar. 

E como é que podemos garantir que também não recebemos uma visita de Bobby Cannavale — o protagonista da série Vinyl — quando ainda nem tínhamos idade para gatinhar? O nosso próximo grande feito pode estar mesmo prestes a acontecer.

Fazer parte dos Jogos Olímpicos é mais ou menos como receber a carta para Hogwarts: podemos já ter 30 anos em 2020 mas continuamos a acreditar que ainda pode acontecer.

Marta Baptista, Community Manager

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