Começo por dizer que não sou um utilizador assíduo do Snapchat. Por outro lado, uso o Instagram todos os dias (e por vezes várias vezes no mesmo dia).

Nos últimos dois meses voltei a instalar o Snapchat (app que apaguei devido à má usabilidade que tinha no passado), e comecei a mandar uns “snaps”, nada de muito regular, e nem é a primeira aplicação que me vem à memória quando quero partilhar algo. 

A semana passada o meu Instagram atualizou e passou a ter a função que tanto se fala pelas Internets, as Instagram Stories. Posso dizer já duas coisas: primeiro, em termos de UI (user interface) está feito de maneira a criar awareness e de ser fácil utilização; segundo, as pessoas não vão deixar de utilizar o Snapchat. 

As pessoas que já utilizavam o Snapchat não o vão deixar de fazer por várias razões: já têm uma base de seguidores, já têm uma preferência pela mecânica de utilização de aplicação e para além disso estão “ofendidos” com o Instagram por “andar a copiar”. 

Para além disso, o Snapchat é conhecido por ser o “sítio divertido” e o Instagram por ser o “sítio sério”, e isso são duas percepções muito difíceis de modificar. O Snapchat está a crescer também como aplicação onde as empresas e os media andam a criar conteúdo e é esse mercado que o Instagram quer alcançar. 

Isto tudo prova que o mundo das aplicações está sempre a evoluir. O Instagram a deixar de ser apenas uma aplicação de edição e partilha de fotografias, para ser cada vez mais interativa (com os vídeos, e agora as histórias de 24 horas), e o Snapchat a tentar criar uma plataforma de guardar fotografias com a sua nova função, Memories.

Sendo estas aplicações cada vez mais um agregado de funções sociais, qual será a primeira a fazer video streaming? Fica no ar.

David Pires, Junior Digital Designer

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