O impacto das redes sociais na atual corrida à Casa Branca é algo que não nos pode passar despercebido. Todos os intervenientes estão a utilizar estas plataformas com os seus próprios objectivos. Seja qual for a finalidade, as redes sociais têm estado no centro do embate entre Clinton e Trump.

Esta semana tivemos o primeiro de três debates entre os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos da América. Poucas horas depois do evento estar finalizado, a rede social Twitter avançava que este tinha sido o mais “tweetado” de sempre.

O número de tweets registados ao longo dos 90 minutos, excederam o recorde de 10,3 milhões de tweets alcançado em 2012 no primeiro debate presidencial entre Barak Obama e Mitt Romney.

Este debate presidencial foi ainda a estreia do Facebook a transmitir grandes eventos em livestream. Resultando de uma parceria com a ABC News, a transmissão do debate revelou-se como a primeira experiência de transmissão de conteúdo televisivo para o Facebook.

Também o Twitter anunciou a transmissão dos debates presidenciais americanos. Em parceria com a Bloomberg Television, os debates são acompanhados por análises de vários comentadores da Bloomberg Politics, bem como de tweets relevantes sobre o evento. Esta foi a primeira vez em que as duas redes sociais, Facebook e Twitter, disputaram entre si a transmissão em livestream de um grande evento televisivo e noticioso.

Olhando um pouco para trás, já durante as convenções Democrata e Republicana, o Facebook Live revelou-se uma ferramenta importante para jornalistas e agências noticiosas. Entre os dias 18 e 28 de Julho, o Facebook registou 8,500 horas de conteúdo de Facebook Live, correspondentes à cobertura das convenções dos dois partidos. A totalidade dos vídeos foram visualizados 120.3 milhões de vezes.

Da mesma forma que os media deram uso às redes sociais, também os candidatos à Casa Branca adoptaram estas plataformas como meio principal de marketing e comunicação. Tendo como um dos exemplos o candidato republicano Donald Trump, que adoptou uma estratégia de comunicação através da rede social Twitter, por forma a evitar custos elevados em publicidade televisiva.

Assim, as redes sociais têm-se tornado numa das maiores plataformas de discussão política, possuem a capacidade de formar e deturpar opiniões políticas.  Desta forma, todos os intervenientes têm opinião e podem influenciar, para o bem ou para o mal.

Comparando as sondagens desta última semana, Donald Trump tem 43.2% dos votos versus os 46.53% de Hillary Clinton. Embora, isso não se reflita em artigos publicados acerca dos candidatos nos meios de comunicação online. Nestes, a candidata democrata mantém a percentagem (46.34%), mas Donald Trump aumenta em 10 pontos percentuais (53.66%).

Voltando atrás, após o primeiro embate entre os dois candidatos, grande parte da critica dá vantagem a Clinton sobre Trump, onde o candidato republicano não foi capaz de superar a experiência da ex-Senadora. Mas será que o universo das redes sociais e dos media segue a mesma tendência?

Nuno Silva, Video & Photography Producer

Comment