O content, ou conteúdo, é o “novo” ouro branco da publicidade. Este formato, permite às marcas, comunicar directamente com o seu target na linguagem que mais lhes agrada, estando presente na disponibilização de conteúdos que, não sendo necessariamente anúncios tradicionais, mantêm viva a presença da marca em segundo plano, sendo esta o veículo da informação,  mas não a informação veiculada, propriamente dita.

Que explicação difícil para algo tão simples… Ou seja, está presente sem estar. É uma omnipresença, vá. O product placement é uma destas ferramentas de conteúdo. Por exemplo: vemos duas actrizes lindas, conversando descontraídamente sobre o seu dia. E de repente, ambas bebem um refrigerante da marca ‘X’ e fazem uma brinde às suas bonitas e descontraídas vidas. Estamos habituados a ver isto e, quando é bem feito, a mensagem passa sem resistência: a marca ‘X’ associa-se ao lifestyle ‘Y’. No entanto, é do conhecimento geral que — principalmente para nós que trabalhamos comunicação — nem todas as marcas têm a capacidade — por outras palavras, o orçamento — para produzir iniciativas de product placement que visem as grandes massas, de uma forma bonita, mas pragmática.

Estamos habituados a ver, sobretudo no digital, conteúdo em vídeo criado através de banco de imagem, e nem sempre editado da forma mais (profissional) sensata possível, por marcas que ainda não atingiram o estatuto financeiro que lhes permita produzir este tipo de materiais de raiz. O resultado nem sempre é ideal e o consumidor topa isto a léguas. 

Também assistimos, cada vez mais, a conteúdo gerado pelo próprio consumidor, com vídeos filmados com os seus smartphones, bem ao estilo “home made” — parem de filmar na vertical! — onde a única possibilidade de integração das marcas acontece nos títulos ou nas legendas. Ora, é seguindo esta premissa que a startup Uru quer integrar marcas em vídeos, de uma forma mais acessível para os anunciantes. Esta empresa, sediada em Nova Iorque, desenvolveu algoritmos que identificam, em qualquer vídeo, a superfície ideal para a aplicação — mais natural possível — de uma marca. Como? Estes algoritmos, depois de identificarem a superfície mais adequada, geram a inserção da marca e conjugam-a com o cenário. Segundo o CEO da empresa, Bill Marino, há ainda planos para utilizar os algoritmos em vídeos com recurso a realidade virtual e realidade aumentada.

Vejam o vídeo que mostra um pouco o potencial da ideia.

Leonardo Pinheiro, Art Director

 

 


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