Embora o conceito não seja recente, apenas há alguns meses a Realidade Virtual deixou definitivamente o mundo da ficção científica, demonstrada em filmes (por exemplo no MAtrix). Chegou ao mercado comercial,  principalmente como meio de entretenimento, com dispositivos vocacionados para jogos, como os Oculus Rift e, mais recentemente, os óculos Playstation VR.

Em 2017, espera-se que os equipamentos de realidade aumentada e virtual baixem de preço e ganhem força no mercado. Por causa dela, o emprego em campanhas de marketing, vídeos artísticos e, principalmente no gaming, mostram grande tendência de crescimento – Se despertou interesse este artigo explica mais sobre este assunto. No entanto, em 2016, a realidade virtual já tinha chegado a outras áreas: O Youtube lançou o seu canal  que permite a publicação de vídeos 360º, assim como o Facebook e o WordPress.

Em Portugal existem várias iniciativas, entre elas o caso da Associação de Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) que vai disponibilizar, gratuitamente e online, 230 imagens do Douro a 360º, que permitem fazer viagens em realidade virtual por este território. A primeira imagem já foi disponibilizada, no dia 1 de janeiro, e será introduzida uma nova por dia, ao longo de 190 dias. Conheça este projecto no site magellanworld.pt

Pelo mundo, a realidade virtual chegou, também, à Medicina e verificam-se avanços, e estudos, para criar outras terapias, como por exemplo, para a ansiedade

Ainda há muitos desafios a serem superados, nomeadamente ao nível da segurança física e psicológica do utilizador:

  • O lapso de convicção: reação do organismo ao atraso, mesmo que mínimo, entre as ações da pessoa e a resposta do sistema aos atos. Este processo pode causar náuseas e enjoos, especialmente em ambientes virtuais que exijam muito movimento.
     
  •  Problemas de visão, decorrentes de horas de exposição. Não é aconselhada a utilização acima dos 20 a 25 minutos.
     
  • As reações em crianças e população vulnerável, não estão completamente estudadas, o que obriga a uma vigilância redobrada.

A Realidade Virtual ainda é um bebé e tem muito para crescer, mas é certo que já me imagino, ao final de um dia de trabalho, a descansar na Playa do Paraíso, em Cuba ou passar um sábado frio de Inverno numa Visita Guiada às Ruínas Mayas de Yucatán y Quintana Roo.

Bem vindo ao futuro e boa Viagem 😊

Verónica Sousa, Parternship Manager

 

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