O digital e a música nem sempre foram amigos, mas a tendência é que se tornem cada vez mais BFF's. O que não faltam são exemplos dessa amizade, mas esta semana um despertou a minha atenção. 

Quando pensamos em playlists, pensamos em compilações de várias músicas de artistas que gostamos. Também quando pensamos nestas listas, muito dificilmente pensamos que as mesmas cheguem a 89 milhões de streams no dia em que são criadas.

Pensávamos assim até Drake ter lançado "More Life" no sábado passado, apresentando o seu projecto como uma playlist, composta por temas inéditos. Ah, mas assim é um álbum, certo? Não, não é.

Em teoria, um álbum deve seguir um conceito — o rapper lançou 22 músicas, todas diferentes umas das outras, o que lhe deu oportunidade de experimentar e dar voz a artistas emergentes. Não há singles "tradicionais" de avanço de disco — as músicas foram todas libertadas ao mesmo tempo, o que potencia o número de streams associados ao nome de Drake. 

O facto do artista ter-lhe chamado playlist deu-lhe uma carga comercial inteligente porque aproximou-o ainda mais aos serviços de streaming, sem a pressão de um lançamento. Os números falam por si, já que Drizzy quebrou o recorde de "Single Day Streaming" no Spotify, por exemplo. 

Ah, e aqueles artistas emergentes que falei há pouco? O número de subscritores nas plataformas digitais aumentou exponencialmente, bem como o número de streams das suas músicas. 

A música na era digital... What a time to be alive!

Tanya Figueira, Digital Copywriter

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