A colorização de fotografias da nossa história não é um processo descoberto recentemente. Este tipo de processo é utilizado há tanto tempo quanto a própria fotografia, fosse este feito à mão (através da pintura) ou através da utilização do processo photochrom, que consistia em utilizar várias impressões fotográficas colorizadas da mesma imagem e posteriormente sobrepô-las para alcançar uma única imagem a cores. Nos dias que correm, vários artistas como Jordan Lloyd ou Dana Keller utilizam softwares de edição de imagem para alcançar esse mesmo efeito, mas com uma pequena diferença: os resultados alcançados dão uma nova vida a todas estas imagens e proporcionam-nos uma relação mais próxima com o passado.

Grande parte do processo centra-se num ponto fundamental, o seu contexto histórico. Para a colorização de fotografias, os artistas dedicam grande parte do seu tempo à pesquisa e consulta de documentos e especialistas, por forma a que os resultados sejam o mais fidedignos possível.

Engane-se também quem pensa que basta pintar com duas ou três cores. Para que os resultados alcancem um grau hiperrealista, o mais próximo da nossa realidade, é importante ter conhecimentos de fotografia e saber como identificar a luz e como esta afeta todos os elementos da imagem, bem como a cor, nas suas tonalidades e intensidade, e como tudo se relaciona e tem impacto no resultado final.

Nuno Silva, Motion Designer

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