“You are what you stream”. É este o ponto de partida do Spotify para nos introduzir o seu conceito de segmentação, baseado nos hábitos de streaming.

Mas será possível definir um público-alvo através dos seus hábitos de consumo de música? O Spotify acredita que sim e na sua página dedicada a marcas, desvenda um pouco dos dados que tornam possível “perceber as pessoas através da música”. 

O serviço de streaming apoia-se numa análise feita aos hábitos de consumo de 140 milhões de utilizadores para chegar a algumas conclusões relevantes para todos os anunciantes.

O Spotify identifica alguns padrões de consumo de música e associa-os a certos a comportamentos. A título de exemplo, utiliza-se o critério da diversidade de músicos e artistas ouvidos para identificar um grupo a que se dá o nome de “loyalists” — pessoas que têm um gosto musical específico e que se limitam ao seu género favorito. Partindo desta identificação, a plataforma sugere que este grupo terá mais propensão a fazer uma compra como resultado direto da visualização de um anúncio. Parece-vos um salto lógico demasiado grande? Vejam a explicação no site dedicado a este assunto. 

Isto é, claro, um exemplo. No entanto, o Spotify está empenhado e confiante no potencial da música como ferramenta de segmentação. Vale a pena estar atento à evolução e aos resultados deste tipo de segmentação.

Jorge K. Simões, Copywriter & Social Media Manager

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