Há quem diga que as tecnologias mais importantes e influentes do futuro são, muitas vezes, anunciadas na escrita de ficção científica antes de se materializarem. Exemplos disso não são muito difíceis de se encontrar. Em 1945, Arthur C. Clarke surgiu com a ideia de usar satélites para a comunicação global. William Gibson, pioneiro do género cyberpunk, previa a internet nas suas histórias do inicio dos anos 80. Até o cientista-chefe da Oculus, Michael Abrash, credita o filme Matrix por lhe mostrar que a realidade virtual é uma idéia viável.

O maior pesadelo para qualquer CEO de uma grande empresa é certamente pensar nas mil e uma maneiras de como o seu negócio pode ir falência com o aparecimento de novos modelos de negócio ou com um gadget que revoluciona o mercado. O pior é mesmo a incapacidade de prever estes "desastres".

A SciFutures é uma consultora que está a ganhar destaque pela sua “visão corporativa”. Empregando cerca de 100 autores de ficção cientifica publicados, a consultora ajuda as grandes empresas a transformar futuros assustadores em produtos reais através da criação literária de cenários distópicos personalizados, já tendo como clientes empresas como a Visa, a Ford, a Pepsi, a Samsung e até a NATO.

A empresa tem ido mais longe e até já começou a criar protótipos virtuais usando tecnologia de realidade aumentada para mostrar aos clientes como certos produtos podem funcionar no mundo real e permitir que as pessoas partilhem com outras pessoas na empresa.

É uma ideia interessante de abordar os desafios que as novas tecnologias emergentes e tendências de consumo trazem para as empresas e demonstrar que até os cenários de um futuro mais assustador podem significar oportunidade.

António Pinheiro, Junior Strategist

Comment