Um sincero aviso: o artigo de que vou falar é sobre o Facebook mas é longo, muito longo. A sua leitura é altamente recomendada. Sugiro que se feche numa sala, confortavelmente sentado, com um copo de água por perto. Alguns parágrafos terão de ser relidos, para ter a certeza que entende bem aquilo que está escrito. Concentre-se na leitura. Ignore o telemóvel. E mantenha-se hidratado. 

Esta podia ser a história de um combate, quando um ‘newcomer’ tenta destronar um profissional, mas a forma como o faz assemelha-se mais a uma birra de um miúdo de 5 anos do que a uma estratégia bem pensada. Podia ser a história de uma equipa brilhante que cresce tão rapidamente, que a dada altura começa a reprimir os seus membros, acabando por perder a própria identidade. Podia ser a história de alguém que, ao perceber que estando perto do fim, recusa reconhecer que só a mudança o salvará. Podia ser a história de um jornal que se isenta de responsabilidades no que divulga e “transfere" a culpa para os seus leitores.

Na realidade, é tudo isto e muito mais. A WIRED esforçou-se por publicar um artigo à laia de Bernstein e Woodward sobre o Facebook. Conta uma tragicomédia em vários atos com diferentes personagens. Não há heróis, mas reconhecemos vilões e vítimas. Percebemos a ordem e o consequente caos.

Parte engraçada: ainda não terminou e todos participamos desta história. Garanto que a leitura suscitará pensamentos e emoções fortes.

Ana Trindade, Social Media Manager

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