Um novo produto, quando é desenvolvido, tem determinados objetivos, uma visão estratégica e um público alvo desejado, mas quando é lançado não há certezas de que a expectativa corresponda à realidade. Com a utilização, os produtos evoluem organicamente, por vezes, num sentido inesperado.

No caso da app Strava, uma rede social para atletas, aconteceu precisamente isso. Fundada em 2009, acompanhou o crescimento do estilo de vida saudável, adquirindo assim inúmeros utilizadores. No início deste ano, a cada 40 dias a aplicação ganhava 1 milhão de novos utilizadores e toda a valiosa informação que vem com eles!

Aos atletas, a aplicação oferece o habitual: a possibilidade de medir a performance nos treinos, gravar o circuito / caminho percorrido e partilhar as conquistas. Adicionalmente, é possível consultar um heatmap dos percursos mais frequentados para exercitar e para deslocações diárias - já que é cada vez maior o número de pessoas que utiliza, por exemplo, a bicicleta para se movimentar entre casa e o trabalho.

Foram precisamente estes heatmaps que chamaram a atenção de diversos departamentos de transportes, que viram o potencial de utilizar esta informação para planear melhor as infra-estruturas das cidades, de acordo com as necessidades dos cidadãos. A empresa acabou então por criar a Strava Metro, uma nova aplicação para dar resposta a esta nova oportunidade.

Inês Valente, UX Design & Strategy

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