A relação entre tecnologia e o ser humano


A relação entre tecnologia e o ser humano   Nos dias que correm, é já um ponto assente que as tecnologias fazem parte das nossas vidas. No entanto, qual é a diferença entre fazerem parte das nossas vidas e fazerem parte de nós? Tim Cannon, já conhecido como DIY Cyborg implementou recentemente um chip de computador do tamanho de um smartphone no braço que lhe permite monitorizar as suas funções corporais como, por exemplo, indicar-lhe se tem febre (via sms) e descobrir quais as razões que a provocaram.  Um vídeo que acompanha o projecto pode ser visto neste link. Naturalmente, este estranho procedimento não foi autorizado pela ordem médica, o que faz Cannon perguntar-se porque é que um aparelho que permite elevar a condição do ser humano e melhorar a sua vida é visto com maus olhos, quando cirurgias puramente estéticas são completamente aceites pela sociedade. Ao mesmo tempo, Lorna Barnshaw, uma escultora, testa outro limite que sempre foi muito discutido em termos médicos (e éticos) - o da clonagem. Fã de cenários de ficção científica, serviu-se da nova tecnologia permitida pelas impressoras 3D para criar réplicas altamente realistas de si mesma. Vejam alguns dos modelos aqui. Barnshaw compara máquinas e ser humanos no sentido em que ambos cometem erros, quase sempre imprevisíveis e indesejados.  Estes dois projectos testam os limites que separam o corpo humano da tecnologia, até que ponto somos assim tão diferentes de máquinas e qual o limite entre uma tecnologia que permita melhorar a vida humana e intervenções mais fora das normas.  Sofia Carvalho

A relação entre tecnologia e o ser humano

 

Nos dias que correm, é já um ponto assente que as tecnologias fazem parte das nossas vidas. No entanto, qual é a diferença entre fazerem parte das nossas vidas e fazerem parte de nós?

Tim Cannon, já conhecido como DIY Cyborg implementou recentemente um chip de computador do tamanho de um smartphone no braço que lhe permite monitorizar as suas funções corporais como, por exemplo, indicar-lhe se tem febre (via sms) e descobrir quais as razões que a provocaram. 

Um vídeo que acompanha o projecto pode ser visto neste link.

Naturalmente, este estranho procedimento não foi autorizado pela ordem médica, o que faz Cannon perguntar-se porque é que um aparelho que permite elevar a condição do ser humano e melhorar a sua vida é visto com maus olhos, quando cirurgias puramente estéticas são completamente aceites pela sociedade.

Ao mesmo tempo, Lorna Barnshaw, uma escultora, testa outro limite que sempre foi muito discutido em termos médicos (e éticos) - o da clonagem. Fã de cenários de ficção científica, serviu-se da nova tecnologia permitida pelas impressoras 3D para criar réplicas altamente realistas de si mesma. Vejam alguns dos modelos aqui.

Barnshaw compara máquinas e ser humanos no sentido em que ambos cometem erros, quase sempre imprevisíveis e indesejados. 

Estes dois projectos testam os limites que separam o corpo humano da tecnologia, até que ponto somos assim tão diferentes de máquinas e qual o limite entre uma tecnologia que permita melhorar a vida humana e intervenções mais fora das normas. 

Sofia Carvalho

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