“Someday they won't let you, now you must agree

The times they are a-telling, and the changing isn't free

You've read it in the tea leaves, and the tracks are on tv

Beware the savage jaw

Of 1984

They'll split your pretty cranium, and fill it full of air

And tell that you're eighty, but brother, you won't care

You'll be shooting up on anything, tomorrow's never there

Beware the savage jaw (...)”

- David Bowie

Visionários do passado contam-nos histórias de um alegado futuro que ainda está preso nas catacumbas da imaginação mais atrevida, mais ou menos negra. A “libertação” desse futuro, para as rotinas do presente, ainda demora, mas já vai aparecendo refletida em superfícies de cor escura, seja na abertura ou final de séries da moda (muito boas, por sinal) ou nas entrelinhas do que se anda a fazer com o mundo.

Não vamos ser profetas de um futuro em desgraça, mas, pelo menos, vamos pensar. Vamos pensar, enquanto o pensamento ainda é orgânico, elementar e livre.

China. Noticia o jornal O Público que vai existir “um ranking social que vai listar os bons e os maus cidadãos.” Significa isto que “Pequim está a desenvolver um sistema de classificação e hierarquização social a partir dos dados pessoais que os cidadãos entregaram às aplicações móveis. E essa pontuação pode determinar o acesso ao emprego, o lugar num comboio ou até a descoberta de um parceiro sexual. ” Quem viu um dos episódios da série Black Mirror já viu isto em qualquer lado, embora numa sociedade ainda fictícia e vestida em tons rosa e púrpura.

Pontuações, “o bom, o mau e o vilão”.

O sistema chama-se “Sistema de Crédito Social” e, até 2020, conta agregar os dados da população com base nas suas rotinas financeiras e de consumo. Avaliação feita e dá-se a pontuação e cria-se o ranking que ditará consequências e sequências nas vidas de cada um. Exemplo: gostas de jogar videojogos? Pois bem, na China terias a tua reputação a perder pontos, o mesmo será dizer: pessoa pouco responsável!

Ok, é a China e, tendo em conta o que já acontece por lá (caso do Wechat), pode até nem ser surpreendente.

Por cá? Bem, somos pontuados quando andamos de Uber. Quanto ao que segue? O futuro ao futuro pertence.

Podem ler sobre este assunto aqui.

Sílvia Mendes, Copywriter

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