Numa tentativa de entrar na corrida das soluções para “contar histórias” em mobile, a Google acaba de lançar as AMP (Accelerated Mobile Pages) Stories. Embora especialmente focadas no mobile, as AMP Stories podem ser também visualizadas noutros dispositivos.

Pretendem, por um lado, fornecer aos criadores de conteúdos (jornais, canais televisivos, etc.) a possibilidade de criar histórias (vídeo, imagem e texto) com qualidade. Por outro, visam proporcionar uma boa experiência aos utilizadores, veiculando conteúdos que são visualmente ricos, rápidos a carregar e exibidos ao ritmo de quem lhes acede — ao contrário do que acontece nas stories do Instagram e do SnapChat, quem dita a progressão de ecrã nas AMP Stories é o utilizador, com um toque (ou clique).

As AMP Stories já podem ser vistas nos meios digitais de casas como a CNN, a Condé Nast e o Washington Post, que aqui nos brinda com um conteúdo sobre esse desporto sempre intrigante e cativante: o Curling. Atrair e fidelizar os grandes criadores de conteúdos é, de momento, o principal foco da Google. Apesar das vantagens que estas stories advogam, apresentam também alguns desafios: aprendizagem, estruturação e seleção de conteúdos e disponibilização de recursos humanos para abraçar estas funções.

As AMP Stories integram-se no AMP Project, uma iniciativa open-source (aberta a todos) que, segundo a Google, “permite a criação de sites e anúncios rápidos, bonitos e capazes de exibir bom desempenho nos diversos dispositivos e plataformas de distribuição”. Para pôr já as mãos na massa, há que seguir este caminho. Para quem prefere começar do zero, eis o tutorial.

Mariana Sim-Sim David, Copywriter

Comment