Alfred Eisenstaedt foi um fotógrafo norte-americano que trabalhou na extinta Life Magazine. O seu nome pode até escapar-nos, mas as suas fotografias são (devem ser) do conhecimento de todos aqueles que procuram algumas respostas no passado.

Alfred registou grandes figuras (heróis e vilões) da nossa história. Veja-se, a título de exemplo, a fotografia a Albert Einstein, datada de 1949: 

Em 1952, Alfred fotografou Ernest Hemingway, em Cuba. A propósito, Alfred refere: “was the most difficult man I ever photographed." E continua “We photographed a deep-sea fishing contest in Havana. I visited Hemingway the night before, and he told me, "Don't come closer than 200 feet or else I will shoot at you." 

Uma das mais famosas fotografias de Eisenstaedt tem como figura principal Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazi.

Foi em 1933, numa conferência da Sociedade das Nações, que Alfred fotografou Goebbels. Pode-se, de facto, dizer: o judeu fotografou o nazi. Não há qualquer encenação nesta fotografia. Alfred estava apenas a fazer a “cobertura do evento” e não tremeu na hora de captar o demónio.

Talvez seja a essência cravada no olhar que transforma esta fotografia numa coisa formidável: é uma genuinidade terrível. A fotografia é conhecida como “Eyes of hate” e facilmente se percebe a razão. 

Goebbels, o nazi, suicidou-se aos 47 anos devido às perseguições do Exército Vermelho. Alfred Eisenstaedt, o fotógrafo judeu, viveu até aos 96. 

Não são, com certeza, estes números que definem a importância de uma vida inteira. Mas talvez seja importante lembrarmo-nos deles. 

Dário Moreira, Copywriter

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