Out of the box, into the real world Há ainda quem lhes chame New Technologies, mas na verdade a novidade já lá vai e a idade digital já saiu da sua infância. Muitas dores de crescimento depois, o digital já passou por fases em que emulava o mundo real (o proscrito skeumorphism), estando agora na etapa em que a aproximação é full-digital, com total desprezo das instituições da realidade. Mas, algures nesta batalha de ‘ismos’, há quem olhe no horizonte e abrace uma nova filosofia. Uma destas entidades é a FifthyThree (http://www.fiftythree.com), uma empresa apostada em fazer casar o analógico e o digital numa bonita relação apaixonada.   A FifthyThree já nos havia brindado com produtos como o Paper (http://www.fiftythree.com/paper), uma aplicação para iPad que faz as vezes de um caderno de notas / diário gráfico, e que inteligentemente usa o melhor dos dois mundos. A Apple também partilhou do sentimento, tendo inclusive premiado o Paper como App of The Year em 2012. Como uma empresa inteligente faria, não se sentou em cima das suas glórias passadas e criou agora um produto complementar, mas simultaneamente um enorme passo em frente. Que melhor companheiro para Paper, que não um Pencil? O Pencil (http://www.fiftythree.com/pencil) é isso mesmo, um lápis-barra-stylus de um design imaculado. Mas por muito fantástico que o Pencil seja (e é), o círculo não estaria completo sem outra âncora na realidade: temos Paper, temos Pencil, falta-nos um Book (http://www.fiftythree.com/book). Este último é o serviço de impressão online, que permite receber no correio uma cópia física do nosso notebook digital. Esta fábula também tem uma lição, e esta será que a realidade digital vai abraçar a realidade física. Se a representação de um notebook num écran funciona melhor que o conceito virtual de um folder, que se use o primeiro. Não é uma questão de skeumorphism vs flat design — the ultimate battle. É tão apenas uma questão de escolher a ferramenta que nos é mais proveitosa. Da mesma maneira, um stylus que serve o mundo digital e vive no mundo real pode ser feito de madeira de nogueira. E o diário gráfico que fizemos naquelas férias em Barcelona pode materializar-se na nossa prateleira de livros. Sejamos então seres digitais de carne e osso. Jorge Olino

Há ainda quem lhes chame New Technologies, mas na verdade a novidade já lá vai e a idade digital já saiu da sua infância. Muitas dores de crescimento depois, o digital já passou por fases em que emulava o mundo real (o proscrito skeumorphism), estando agora na etapa em que a aproximação é full-digital, com total desprezo das instituições da realidade.

Mas, algures nesta batalha de ‘ismos’, há quem olhe no horizonte e abrace uma nova filosofia.

Uma destas entidades é a FifthyThree (http://www.fiftythree.com), uma empresa apostada em fazer casar o analógico e o digital numa bonita relação apaixonada.

 

A FifthyThree já nos havia brindado com produtos como o Paper (http://www.fiftythree.com/paper), uma aplicação para iPad que faz as vezes de um caderno de notas / diário gráfico, e que inteligentemente usa o melhor dos dois mundos. A Apple também partilhou do sentimento, tendo inclusive premiado o Paper como App of The Year em 2012.

Como uma empresa inteligente faria, não se sentou em cima das suas glórias passadas e criou agora um produto complementar, mas simultaneamente um enorme passo em frente. Que melhor companheiro para Paper, que não um Pencil? O Pencil (http://www.fiftythree.com/pencil) é isso mesmo, um lápis-barra-stylus de um design imaculado.

Mas por muito fantástico que o Pencil seja (e é), o círculo não estaria completo sem outra âncora na realidade: temos Paper, temos Pencil, falta-nos um Book (http://www.fiftythree.com/book). Este último é o serviço de impressão online, que permite receber no correio uma cópia física do nosso notebook digital.

Esta fábula também tem uma lição, e esta será que a realidade digital vai abraçar a realidade física. Se a representação de um notebook num écran funciona melhor que o conceito virtual de um folder, que se use o primeiro. Não é uma questão de skeumorphism vs flat design — the ultimate battle. É tão apenas uma questão de escolher a ferramenta que nos é mais proveitosa. Da mesma maneira, um stylus que serve o mundo digital e vive no mundo real pode ser feito de madeira de nogueira. E o diário gráfico que fizemos naquelas férias em Barcelona pode materializar-se na nossa prateleira de livros.

Sejamos então seres digitais de carne e osso.

Jorge Olino

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